A prevenção é uma importante alternativa para diminuição de custos assistenciais. Estima-se que em 2030 teremos 22 milhões de novos casos de canceres, atualmente o câncer é responsável por 34% das necessidades de cuidados paliativos de adultos em todo o mundo. No Brasil, o risco de desenvolver câncer antes dos 75 anos é de 20,8%, isto é, um em cada quatro brasileiros.

Os perfis de incidência e mortalidade do câncer em um determinado país ou região são produtos de uma miscelânea de fatores de risco, de programas de rastreamento e detecção precoce e de acesso a tratamento adequado, conforme relata a 2.ed. do Atlas do câncer, disponível em www. cancer.org/canceratlas.
Portanto, a prevenção além de levar qualidade de vida e prolongar a vida do paciente, é um investimento fundamental para redução de custos assistencial per capita.

Em uma avaliação assistencial longitudinal do paciente, isto é, os custos assistenciais consumidos por um paciente durante toda sua vida, é fundamental diminuir o consumo e a frequência de idas a assistência de alto custo (quimioterápicos, hospitais, utilização de equipamentos de alto custo). “Uma alternativa é por meio de uma assistência primária eficiente, quando cada um de nós, saber o nome do seu médico de família, provavelmente neste momento, estaremos caminhando para uma saúde mais efetiva e equilibrada”, afirma o Diretor Técnico da Planisa, Marcelo Carnielo.