O setor da saúde no Brasil enfrenta grandes desafios que envolvem desde a qualificação de profissionais, o uso eficiente dos recursos, até o desequilíbrio na oferta de serviços devido a dimensão territorial do país.

Apesar do País apresentar avanços, ele ainda está muito aquém de outros países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, há 4 enfermeiros para cada médico, enquanto no Brasil, este número cai para 0.8. Em um comparativo nacional, há também disparidades, na região Sudeste do País, existem 2.8 médicos por habitantes, enquanto na região Norte, a taxa é de 1.6. “Há diversos desafios que ainda precisam ser equacionados. Por exemplo, a Saúde 4.0 é obviamente bem-vinda, mas ela carrega consigo o desafio de desenvolver alternativas para reduzir custos e facilitar acesso à saúde”, explica o diretor técnico da Planisa, Marcelo Carnielo.

Para alcançar a saúde 4.0, o diretor explica que o formato assistencial deve sofrer alterações. “Será necessário ter uma visão longitudinal do paciente e não apenas pontual, como ocorre hoje em dia. Eu normalmente digo que custos na saúde hoje traduz o custo de uma foto do paciente, isto é, o custo dos raios x, da cirurgia herniorrafia, da consulta.

Enquanto deveria representar o custo do filme da vida assistencial do paciente, portanto, a categorização dos custos deve caminhar para uma visão populacional, por meio de dados contidos em prontuário eletrônico. Entendo que a viabilização de um prontuário único do paciente pode trazer benefícios exponenciais para todo sistema de saúde”.
Para saber mais sobre os desafios da saúde e gestão 4.0, ouça agora mesmo o episódio #3 do Planisa Podcast!